Revista "MUNDO e MISSÃO"

Justiça Social

Solidariedade e Paz

“A pior coisa que uma pessoa violenta pode fazer conosco é nos transformar em alguém igual a si mesma”

(Texto-base da Campanha da Fraternidade 2005, n.º 25)

A violência é uma das piores epidemias que afetam a humanidade. Cristo disse que veio como médico para curar todas as nossas enfermidades, introduzindo anticorpos no corpo doente: um deles é a solidariedade, expressão da fraternidade, que gera a paz.

por Costanzo Donegana

Campanha da Fraternidade 2005

 

ensar a paz só como ausência de guerra significa condenar-se à guerra. “A paz é o resultado de uma longa e árdua batalha, vencida quando o mal é derrotado pelo bem”, afirma João Paulo II na Mensagem pelo Dia Mundial da Paz – 2005.

O Papa reforça:

“A paz é um bem a ser promovido com o bem”. Quem fica parado, sossegado, esperando que a paz caia do céu, vai se encontrar no meio da batalha, porque o mal é ativo e ocupa o terreno deixado livre pelos “bons”. Uma das notas dominantes do nosso tempo – mas sempre foi assim, com maior ou menor intensidade – é, sem dúvida, a violência; ninguém precisa fazer profundas análises para se convencer disso.

Guerra no Iraque, no Oriente Médio, na África (Costa do Marfim, Sudão...), terrorismo, narcotráfico, criminalidade organizada, tráfico de armas, violência econômica e social (em muitos casos estrutural) a reduzir populações inteiras e classes sociais à fome e à miséria: são todos indicadores de que a paz está longe de ser realizada no planeta Terra.

Dois dados tornam o quadro mais concreto: no Brasil, 5 mil famílias (0,01% do total) detêm um patrimônio equivalente a R$ 700 bilhões, com uma média de R$ 140 milhões por família. Para cada dólar que a ONU gasta em missões de paz, o mundo investe 2 mil dólares em guerra. E é experiência que sofremos na nossa pele, no dia-a-dia, nas ruas das nossas cidades, nos conflitos no campo, na injusta distribuição da riqueza, nos privilégios que favorecem alguns e excluem a maioria.

Isso se traduz em medo, em desconfiança, em falta de esperança num mundo onde a paz seja possível. Foi por isso que as Igrejas que fazem parte do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil; cf. box acima), decidiram repetir a experiência de uma Campanha da Fraternidade (CF) ecumênica, como em 2000, escolhendo como tema: Solidariedade e Paz.

A união das duas palavras é significativa:


Cenas da violência mundial

“A paz só pode ser firme se todos – de fato – se importarem com todos” (Texto-base da CF 2005, 10). A palavra solidariedade, de fato, vem de sólido, que indica uma realidade compacta, cujos componentes estão fortemente unidos. A violência dispersa, separa, divide e empurra uns contra os outros. A paz só pode nascer de pessoas, comunidades e países que vivam seus relacionamentos em termos de co-responsabilidade, de partilha, de ajuda mútua.

Expressamos isso com uma palavra tipicamente cristã:


Cenas da violência mundial

fraternidade. Isso indica uma visão positiva e construtiva da paz (“felizes os que promovem a paz” – Mt 5,9) universal, porque chama à responsabilidade todos os homens e mulheres e não apenas os políticos e os governantes. Visão global, porque atinge todos os âmbitos da vida pessoal e da convivência. A partir desta realidade, o Texto-base não se limita a uma exposição de vários aspectos da violência que ameaçam ou destroem a paz, mas dedica muitas páginas a reflexões sobre a solidariedade, baseadas na Bíblia, e à apresentação de iniciativas de caráter solidário como construtoras da paz no Brasil (cf. box ao lado).

Uma das preocupações da CF 2005 é a luta contra a violência armada, tendo em conta o contínuo aumento dos homicídios no país:

“Em seis anos de guerra do Vietnã morreram cerca de 56 mil soldados norte-americanos. No Brasil, só em 2002, cerca de 40 mil pessoas foram fulminadas com as armas de fogo” (Texto-base, 66). Para isso, será apoiada a campanha pela devolução de armas de fogo e a proposta de proibição da sua comercialização, bem como da respectiva munição.

Mas a prioridade na realização da paz é a construção de uma cultura de solidariedade e as Igrejas têm uma enorme experiência neste aspecto educativo, que será potencializada pela união de forças, recursos e experiências entre elas e com outras entidades da sociedade civil. Sob esta luz, torna-se evidente a urgência do crescimento do movimento ecumênico entre suas lideranças e, sobretudo, no plano de suas comunidades.

Um dos objetivos desta prática educativa é a não-violência ativa, que encontrou em Gandhi seu maior idealizador:

“A humanidade somente acabará com a violência por meio da não-violência”, afirmava. Não-violência não significa passividade, mas luta contra a injustiça, transformação das atitudes daqueles que são responsáveis pela ruptura da paz, libertação tanto do oprimido quanto do opressor. Um dos aspectos da não-violência é a não-cooperação, cujo objetivo é formar as consciências das pessoas a tirarem seu apoio e adesão a situações iníquas, a um sistema injusto, abrindo-lhes os olhos sobre outras possibilidades.

Por exemplo:

não comprar produtos que danifiquem o ambiente, não aceitar trabalho em fábricas de armas, recusar-se a prestar o serviço militar obrigatório, não eleger políticos desonestos....

Em conclusão, o Texto-base coloca sinteticamente as ações solidárias em três níveis de atuação (cf. 154):

– Pessoal: é a conversão da pessoa, que deve ver quais atitudes precisa mudar, que iniciativas deve tomar, com quem precisa se reconciliar. É a formação de uma espiritualidade de solidariedade, de pacificação;

– Comunitário: cada comunidade cristã é chamada a rever ações, objetivos, modos de agir e atividades para ser mais eficiente na promoção da solidariedade e da paz;

– Social: as Igrejas, com seu testemunho e trabalho educativo, devem exercer uma importante ação transformadora. São elas que educam para a cidadania e a fraternidade em termos amplos e práticos.

O que é o CONIC?

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) foi fundado em Porto Alegre, em 1982. Ele trabalha em duas direções complementares:

– promove as relações ecumênicas entre as Igrejas e educa para um ecumenismo que respeite a identidade de cada denominação na diversidade vivida em comunhão;

– deseja ser instrumento para o testemunho e o trabalho conjunto das Igrejas na defesa dos direitos humanos e dos valores do Evangelho.

São apenas sete as Igrejas-membros plenos do CONIC: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Católica Ortodoxa Siriana do Brasil, Igreja Cristã Reformada, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, Igreja Metodista e Igreja Presbiteriana Unida.

Saiba mais: site: www.conic.org.br
E-mail: conic.brasil@zaz.com.br

Algumas iniciativas solidárias apresentadas no Texto-base (61):

• Pastoral da Criança: é apontada como uma das mais importantes organizações comunitárias nas áreas de saúde, nutrição e educação da criança. Atua ainda nos campos de prevenção da violência no ambiente familiar e da educação para a paz. (www.pastoraldacrianca.org.br)

• Rede Gandhi: tem a missão de reduzir a violência em todos os seus aspectos e manifestações e promover uma cultura de paz e de não-violência.

• Semana Social Brasileira: incentiva um processo de aproximação e articulação entre entidades religiosas e a sociedade civil, estabelecendo pontes e parcerias para a construção de um Brasil justo e solidário.

• Viva Rio: desenvolve, no Rio de Janeiro, campanhas de paz e projetos sociais em cinco áreas: direitos humanos e segurança pública, desenvolvimento comunitário, educação, esportes e meio ambiente. (www.vivario.org.br)

• Campanha pela valorização e pelo direito ao trabalho: denuncia o desemprego como um dos piores males sociais e propõe a retomada do desenvolvimento do país como forma de se alcançar a paz e a justiça social.

Solidariedade e Paz

por Nelson Luiz Campos Leite

eus não nos criou para o egoísmo; criou-nos para a solidariedade. O egoísmo, predominante nos dias de hoje, é fruto do pecado. Pecado é a negação de Deus na vida e a exaltação do eu. O individualismo, o personalismo, o egoísmo, o forte, o belo, o prazer egocêntrico marginalizam a vida, levando-a a expressar sinais de morte: ausência de amor; carência da graça divina; falta de acolhimento e solidariedade; negação do apoio mútuo; negar-se a levar os fardos uns dos outros. Tudo isso resulta de uma vida fechada em si mesma. No pecado, a pessoa adora a si mesma no lugar de adorar a Deus. Cristo tornou-se solidário para conosco.

Uma solidariedade que custou-lhe o esvaziar-se de si mesmo, negando os privilégios de sua identidade com Deus, tornando-se servo, acolhendo a morte como expressão da mais autêntica identificação solidária com o ser humano e a natureza (cf. Fl 2,1-11). O poder da morte e ressurreição de Cristo resgata o lugar da graça e da solidariedade na vida humana, em especial nos relacionamentos. Ao contemplar a dor e o sofrimento do ser humano, Cristo teve compaixão. Expressou-a, sofrendo com o ser humano e no lugar do ser humano (cf. Mt 9.35-38).

Ao compadecer-se, visualizou a Missão do Seu Reino, por meio dos seus seguidores. A seara é grande e está pronta para a ceifa. Necessária é a presença de trabalhadores envolvidos com a Sua missão no contexto da Sua seara. A base da nossa espiritualidade é orar ao Senhor na busca de trabalhadores, assim como rogar em favor de um coração sensível (de carne) e uma mente dominada pelo Espírito.

Campanha da Fraternidade

Neste ano, a Campanha da Fraternidade tem como tema Solidariedade e Paz. Somos chamados a “vivenciar” a solidariedade na busca da paz interior e relacional. A paz é fruto da reconciliação e esta é o resultado da verdade, justiça, amor e perdão. Reconciliação sem justiça, verdade, amor e perdão é algo frágil e manipulador. Semeamos por toda parte a presença da solidariedade, fruto de um coração compassivo.

É Cristo quem nos conclama a negarmos a nós mesmos (o ser egocêntrico), a tomarmos a cruz (da voluntariedade) e a segui-lo em sua caminhada. A Igreja do Senhor é a continuidade da Sua presença encarnacional, identificadora, dadivosa, plena de graça, que O torna Servo, um Servo solidário. Uma indagação surge dentro de cada um: Como isso é possível? Somente é possível com a presença, o domínio e a força do Espírito Santo. Ele é quem cria condições para uma verdadeira solidariedade, gerando, a partir dela, a paz.

Em Jo 15,5, Jesus afirma: “Sem mim nada podeis fazer”. Ao lavar os pés de seus discípulos, amou-os até o fim.

A seguir, pergunta: “Entendestes o que vos fiz?” (cf. Jo 13,1-17).

Conclui o seu ato dizendo: “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes” (v.17). Será possível, também, quando vivermos a nossa fé através da Comunidade do Senhor. A vida em comunidade tem mais força do que a vida isolada do cristão. É na Comunidade de fé, Corpo de Cristo, que a solidariedade se torna uma presença de graça, amor e poder.

Aqui está o apelo do Senhor a todos nós:

“Saber e praticar a solidariedade, como servos do Senhor”. Isso é algo difícil, possível somente quando a graça do Espírito está em nós, entre nós e age por nosso intermédio. Muitas situações dividem o Corpo de Cristo. A ação comum em favor do ser humano e da sociedade é um convite a superarmos nossas barreiras e criarmos um elo de comunhão, vivenciando a solidariedade do Cristo, Senhor e Servo. O autor é bispo da Igreja Metodista em São Paulo

A Não-Violência

Ahimsa

Mahatma Gandhi

força não provém da capacidade física, e sim de uma vontade indomável.

A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim quisermos.

A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive o que mais vive, mas o que melhor vive. Ahimsa (não-violência) é o atributo da alma e por isso deve ser praticado por todos, em todos os momentos da vida. Se não pode ser praticado em todas as áreas da vida, então não tem qualquer valor prático.

Creio que a não-violência é infinitamente superior à violência, o perdão é mais nobre que a punição. O perdão enobrece um soldado.

A não-violência não consiste em renunciar a toda luta real contra o mal. A não-violência, tal como eu a concebo, é, ao contrário, uma luta mais ativa e mais real contra o mal que a da Lei de Talião, cuja natureza própria é desenvolver, com efeito, a perversidade. Considero que lutar contra o que é imoral pressupõe uma oposição mental e, conseqüentemente, moral. Busco neutralizar completamente a espada do tirano, não a trocando por um aço melhor, mas iludindo sua expectativa de encontrar em mim uma resistência física. Ele encontrará em mim uma resistência de alma que escapará à sua força. Tal resistência o deslumbrará e o obrigará a inclinar-se. E o fato de inclinar-se não humilhará o agressor, mas o enaltecerá. Podemos dizer que isto seria um estado ideal. E o é!

O teste maior da não-violência está no fato de não ficar qualquer rancor depois de um conflito não-violento, com os inimigos se convertendo em amigos. Essa foi minha experiência na África do Sul com o General Smuts. Ele começou como o meu oponente e crítico mais encarniçado. Hoje, é meu amigo mais caloroso.

Só quando se vêem os próprios erros através de uma lente de aumento, e se faz exatamente o contrário com os erros dos outros, é que se pode chegar à justa avaliação de uns e de outros.

Não acredito nos atalhos violentos para o sucesso. Apesar de eu admirar os motivos nobres e simpatizar com eles, sou incondicionalmente adverso aos métodos violentos, embora a serviço da causa mais justa. A experiência me convenceu que um bem permanente nunca poderá ser fruto de não-verdade e de violência.

Constatei que a vida persiste mesmo em meio à destruição e que deve, conseqüentemente, existir uma lei mais alta que a da destruição. Será unicamente através de uma tal lei que a sociedade organizada poderá ser compreendida e que a vida valerá a pena ser vivida. Ora, se tal é a lei da vida, devemos aplicá-la em nossa existência diária. Onde houver conflito, onde houver oposição, triunfe através do amor. Através de tal método rudimentar coloco em minha vida esta lei. Isto não significa que todos os meus problemas encontrem solução. Mas constatei que esta lei do amor se mostra tão eficaz que jamais tive em mim a lei da destruição.

Temos de fazer com que a verdade e a não-violência não sejam metas apenas para a prática individual, mas para a prática de grupos, comunidades e nações. Esse, pelo menos, é o meu sonho. Viverei e morrerei tentando realizá-lo. Minha fé me ajuda a descobrir novas verdades a cada dia que passa.

Testemunho

O migrante solidário

por Anna Pozzi

le é um migrante, mas um tanto diferente dos demais. Peter Bayuku Konteh partiu de Serra Leoa para a Itália, em 1993, com uma láurea em filosofia. Em Roma, obteve outra em Ciências Sociais, com especialização em sociologia do desenvolvimento. Trabalha em Milão em uma multinacional das telecomunicações e é casado com Antonella, italiana. Peter não se esqueceu de seu país de origem. Muitos migrantes conservam a ligação com sua família, enviando ajuda em dinheiro.

Peter permaneceu unido a ela de outra maneira, através de um projeto de desenvolvimento. “Terminada a guerra em Serra Leoa – conta ele – senti que havia chegado o momento para fazer alguma coisa. Meu país sofreu demais. Os interesses de algumas pessoas custaram a vida de muitas. Era necessário recomeçar tudo de novo, muitas vezes da estaca zero”. O conflito em Serra Leoa perdurou por dez anos, de março de 1991 até maio de 2001, encerrando-se com os acordos de Abuja, na Nigéria.

Foram dez anos de incríveis violências, que provocaram a morte de 200 mil pessoas em um universo populacional com menos de 5 milhões de habitantes. Além dos mortos, milhares de pessoas se refugiaram em outras terras e são incontáveis os mutilados. Destruíram-se as estruturas do Estado e desestruturaram-se as pessoas, que perderam a vontade de viver e de esperar. Também na aldeia de Peter, Yagala, com cerca de três mil habitantes, a guerra passou com sua carga de morte e de destruição.

“Houve muitos enfrentamentos naquela região – lembra –. Muitos foram raptados e recrutados pelos rebeldes. A violência da guerra piorou a situação de grande pobreza e atraso, que já fustigava a população”. Três anos após o fim do conflito, o país ainda se encontra em último lugar do mundo na classificação do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH), com a expectativa de vida ao redor de 35 anos. 286 crianças, em cada grupo de mil, nem chegam a completar cinco anos de idade. E Peter quis recomeçar exatamente a partir das crianças.

“Devem ter uma chance de futuro – diz – porque representam o futuro do país. Para isso, é necessário apostar na educação, abrir sua mente, mostrar-lhes o mundo, incentivá-las a fazerem algo de bom para melhorar seu País”. E assim, há quatro anos, Peter começou a sensibilizar amigos, associações, escolas de Milão e arredores e fundou a associação “Microcammino” (Microcaminho). Ele relatava a história dramática de seu país e as trágicas experiências de muitas crianças-soldado.

E também a situação de extrema pobreza e abandono de sua aldeia, onde só oito pessoas sabiam ler e escrever. E começou a construir uma escola, a maior no interior do país, finalmente inaugurada em janeiro de 2004. Atualmente, 400 crianças de Yagala e arredores frequentam suas aulas. Agora, Peter planeja construir uma dezena de casas simples, mas dignas, para os professores, a fim de motivá-los a saírem da cidade e a se transferirem para o campo.

Mas o amor pela sua terra está levando-o a conceber outro projeto ambicioso, este na área da saúde: construir um ambulatório, que se torne ponto de referência para uma população de mais de 20 mil pessoas, muitas das quais são crianças, espalhadas em região muito vasta, que dispõe de um único hospital, e sempre superlotado. “Já recolhi parte dos fundos necessários – diz Peter –, porém, isso não basta!

É preciso ainda fazer um esforço enorme. Estou, porém, convencido de que não é somente questão de levantar estruturas, mas sobretudo de mudar a mentalidade. Para isso, penso voltar rapidamente a meu país, ficar por lá e contribuir para vencer a cultura da dependência, do fatalismo e da corrupção, e também para promover a responsabilidade pessoal e coletiva”.

Contato
Associação MICROCAMMINO
Site: www.microcammino.com
E-mail: bayuku_yagala@libero.it

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