Revista "MUNDO e MISSÃO"

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A diversidade cultural entre os povos indígenas sempre foi motivo de curiosidade para os chamados povos civilizados. A atração por plumagens e pinturas de urucum, por rituais e danças ancestrais, por hábitos "primitivos" e costumes da floresta, levou o mundo ocidental a ter uma paternal simpatia para com as tradições e as sabedorias dos povos indígenas.

Mas isso parece atitude de fachada. Na realidade, o diferente sempre foi discriminado, taxado como "raça" inferior, retardado, bárbaro, tribal. As crenças dos diferentes povos foram objeto de perseguição e de condenação, como se fossem obras de Satanás. Na melhor das hipóteses, até hoje, os povos indígenas são considerados ingênuos e cheios de crendices. As comunidades das florestas, das montanhas ou dos desertos são continuamente alvos de "evangelizações" e "conscientizações" de vários matizes, com o objetivo de "desenvolvê-los".

Atualmente a missão cristã redescobre o valor da diversidade cultural. Em cada cultura diferente há um imenso tesouro de sabedoria que deve ser preservado e valorizado. O "outro" não é estranho, não é inimigo: aponta, ao contrário, para o encontro com Deus e para a construção de um mundo novo, no qual há lugar para todos, cada um do seu jeito, convivendo com o diferente. Em maio do ano passado, João Paulo II lembrou aos membros da Pontifícia Academia das Ciências Sociais "o valor das culturas humanas que nenhum poder externo tem o direito de diminuir e menos ainda de destruir". Para o papa, as diferentes culturas representam "as chaves interpretativas da vida", e privar os povos de suas crenças e de suas práticas religiosas significa tirar "o que resta a eles de mais precioso".

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