Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Pobres

erta vez, durante uma palestra em um encontro de Jovens, um rapaz questionou-me sobre os motivos que levaram a Igreja a “proclamar a opção preferencial pelos pobres”. Para mim, dizia, todos nós deveríamos ser iguais aos olhos de Deus. Assim sendo, tornava-se incompreensível para ele essa preferência pelos pobres, constantemente citada nos documentos da Doutrina Social da Igreja. A questão levantada foi muito interessante e a reflexão que conduzi naquela ocasião me marcou tanto que gostaria de trazê-la aqui, neste mês.

SOMOS REALMENTE IGUAIS?

Quando o jovem me fez essa indagação, a primeira questão que aprofundei foi exatamente em cima do que ele havia falado:

O fato de “sermos todos iguais”. Acredito sinceramente que esse é o grande sonho do Pai. Entretanto, será que realmente somos todos iguais? Será que o mundo de hoje trata todas as pessoas de maneira igual? Eu acho que não.

A realidade, infelizmente perversa, de uma sociedade que oprime e exclui os mais pobres nos conduz a uma triste constatação:

Se todos nós fôssemos tratados com igualdade, não haveria no mundo cerca de dois bilhões de pobres e miseráveis. Será que o Reino de amor, prometido pelo próprio Cristo, não seria um reino de libertação, paz justiça e igualdade? Se a resposta for SIM, o cristianismo deve ser essencialmente transformador, e o cristão, como discípulo do Cristo, não deveria ter outro compromisso a não ser com o Espírito Santo que nos anima na direção dessa esperança de transformar a realidade socialmente perversa que está diante de nós.

ESTIVE NU E ME DESTES DE COMER (Mt 25, 35-36)

Não é somente nos documentos da Doutrina Social da Igreja que encontramos as citações referentes à opção preferencial de Cristo pelos pobres:

Essa escolha está no próprio Evangelho, onde Cristo coloca o Seu rosto como sendo o rosto do irmão excluído.

São Mateus, no capítulo 25, 31-46, nos deixa claramente os critérios para se alcançar a salvação:

Resgatar o irmão excluído. “Todas as vezes que fizestes isso ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes”.

Essa passagem deixa claro que não basta apenas perceber e se penalizar pelo irmão pobre, mas, e sobretudo, em agir de forma concreta para mudar a sua realidade. A opção pelo Cristo é claramente a opção pela libertação daquele que sofre e é marginalizado. Esse é, sem sombra de dúvidas, o verdadeiro compromisso de cada Cristão.

APÓS A SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO, O DOMINGO DE PÁSCOA

É, sobretudo durante a Semana Santa que, todos os anos, a Igreja nos pede para renovarmos essecompromisso com o irmão pobre. A identificação do excluído, com o sofrimento de Jesus, fica evidente nesta semana. Entretanto, cabe a nós, se quisermos ser autênticos seguidores de Cristo, transformar a tristeza da Sexta-Feira Santa na alegria do Domingo de Páscoa. Essa transformação, amigos leitores, será possível somente através da nossa atitude e do nosso testemunho, verdadeiros canais da graça divina.

Da mesma forma, como Moisés resgatou o seu povo da escravidão do Egito, somos nós, hoje, os escolhidos de Deus para resgatar o seu povo e os convidados, pelo Cristo, para celebrar a nova Páscoa, isto é, a libertação do povo oprimido, para que, finalmente, aconteça aquele Reino de Justiça e Paz que Ele sempre prometeu. Um forte abraço a todos e a Paz de Cristo!

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