Os livros que narram a história da humanidade contém muitos fatos extraordinários. Alguns deles tiveram ressonância por muitos séculos. Nenhum fato, porém, pode ser comparado ao que aconteceu com Jesus de Nazaré na manhã do terceiro dia depois de sua morte. Afinal, a ressurreição de Jesus vai muito além dos limites do nosso conhecimento humano.

E as mulheres preocupadas
diziam entre si:

"Quem nos irá remover a pedra da entrada do túmulo".

Mas, depois de olharem, verificaram que a pedra estava rolada para o lado.

(Mc 16, 1-4)

Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Liturgia

 

Desde aquela bendita manhã da Páscoa, impérios surgiram e desapareceram, civilizações esplêndidas se impuseram e se foram... No entanto, a contínua pregação da verdade da ressurreição de Jesus às gerações que se sucederam, encheu de esperança bilhões de corações.

Os poucos mais de doze seguidores de Jesus, que viram o túmulo vazio e Jesus vivo, iniciaram uma obra que atravessa os séculos e enche de sentido a vida de quem recebe e acolhe o seu anúncio.

OS EVANGELISTAS RELATAM

“Após o sábado, ao amanhecer do primeiro dia da semana, veio Maria Madalena com a outra Maria visitar o sepulcro. De repente houve um grande tremor de terra, pois o Anjo do Senhor, descendo do Céu, aproximando-se, removeu a pedra e sentou-se nela. Seu aspecto era como o de um relâmpago e suas vestes eram brancas como a neve. Os guardas tremeram de medo diante do anjo, e ficaram como mortos”. (Mt 28, 1-4).

“No primeiro dia da semana, bem de madrugada, as mulheres, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé foram ao túmulo de Jesus, levando os perfumes que haviam preparado para embalsamar seu corpo.

Diziam entre si: Quem nos irá remover a pedra da entrada do túmulo?” Mas, depois de olharem, verificaram que a pedra estava rolada para o lado. (Mc 16, 1-4).

“E entraram, mas não encontraram o corpo de Jesus e ficaram sem saber o que estava acontecendo. Nisso, dois homens, com roupas brilhantes, pararam perto delas... e disseram: Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui! Ele ressuscitou como havia dito!”
(Lc 24, 3).

“Corre então (Maria Madalena) e vai ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, aquele que Jesus amava. - Tiraram do tumulo o Senhor, e não sabemos onde O puseram. Então Pedro, com o outro discípulo, vieram ambos para o túmulo. Corriam os dois juntamente, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao túmulo.

Inclinando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chega também Simão Pedro e, entrando no túmulo, põe-se a observar os panos de linho estendidos no chão, e o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus, não colocado no chão, mas enrolado num lugar a parte. Então entrou também o outro discípulo. Ele viu e acreditou.” (Jo 20, 1-8).

UMA VERDADE DESCONCERTANTE

Muita coisa foi dita e questionada, ao longo destes mais de 2000 anos de cristianismo, sobre as narrações que acabamos de apresentar para evidenciar o maior acontecimento da história e para confirmar e fortificar a nossa fé.

Os próprios apóstolos, como nos diz claramente a Escritura: “Eles ainda não tinham compreendido a Escritura que dizia que Ele devia ressuscitar dos mortos”, não esperavam uma Ressurreição em todos os sentidos da palavra. Pelo contrário, resistiram a esta idéia e só foram vencidos pela evidência dos fatos.

Paulo, convertido no caminho para Damasco e que não havia experimentado a crise dos outros apóstolos, chega a dizer: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé... e nós somos os mais dignos de compaixão de todos os homens.” (1Cor 15, 17-19).

Nunca é demais repetir: Jesus ressuscitou! Este anúncio trouxe e traz uma alegria infinita para o coração dos cristãos.

É ressuscitando que Jesus ratifica o que havia dito à sua amiga Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida, quem crer em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11, 25). Ele se sente responsável por isso: “O vosso Pai que está no céus não quer que se perca um só destes pequeninos” (Mt 18, 14).

Sem esta fé, nossas orações serão simplesmente poesias. As nossas pregações seriam oratória barata, demagogia.

A ressurreição de Jesus é um fato, o acontecimento central que justifica e sustenta nossa fé nele e em nossa própria ressurreição.

Ela nada tem em comum com a festa de páscoa que a sociedade de consumo propõe, uma festa de muita comida, bebida, de coelhinhos e chocolates. Nossa fé nos dá absoluta certeza de que a semente da Ressurreição, plantada no coração da história, continua germinando. Deus é forte e fiel!

VIVER COMO RESSUSCITADOS!

Aqui, hoje, estamos nós, muito distantes no tempo e no espaço daqueles acontecimentos memoráveis. Mas, a cada um de nós é repetido este grande anúncio e é exigida uma resposta. Ninguém pode ficar em cima do muro e dizer que isto não modifica nada. Modifica tudo! Se Jesus ressuscitou, nossa fé tem sentido e nossa vida ganha valor.

Só viveremos a alegria da páscoa se vivermos os valores do Ressuscitado e se levarmos a nova vida aos que não a possuem. Não basta e não satisfaz a alegria guardada somente no coração de quem crê.
Todos têm direito de conhecer a verdade fundamental: Cristo Ressuscitou!

Viver a páscoa, portanto:

• É gritar, bem alto, que acabou o tempo da ingratidão e da traição.

• É transformar os planos e as armas de guerra em instrumentos de trabalho que encham as mesas de pão.

• É apressar o tempo em que a opressão e a exclusão cedam lugar à solidariedade e à partilha.

• É lutar para humanizar as estruturas sócio-políticas e econômicas dos governos e povos.

• E converter o capital e os bens acumulados nas mãos de poucos, em planos de paz e de justiça, onde ninguém mais passe fome, miséria e solidão.

• É construir juntos o projeto de vida de Jesus que sustentou e animou as primeiras comunidades cristãs.

• É injetar um novo ardor missionário nas pastorais, nos movimentos eclesiais, nas famílias e em cada um de nós, para que a Boa Nova da Ressurreição continue sendo anunciada a todos os povos e culturas.

• É viver a unidade para que o mundo creia e tudo se transforme em alegria e esperança.

PARA REFLETIR

1. O que comporta viver e celebrar a Páscoa no mundo de hoje?

2. Quais são os sinais que hoje evidenciam a preciosidade da morte de Cristo?

3. Quais os sinais, na sociedade de hoje, que nos mostram que o Ressuscitado continua vencendo a morte e que quer “vida plena” para todos?

SIM, A PÁSCOA CONTINUA:

Quando é uma experiência de libertação pessoal e comunitária e não apenas uma comemoração do que aconteceu.

Quando a mulher toma consciência de sua dignidade de pessoa amada por Deus.

Quando uma juíza decreta prisão contra traficantes de droga e estes permanecem presos e ela continua viva...

Quando realiza-se a luta pela reforma agrária e a demarcação das terras indígenas...

Quando há pessoas e comunidades capazes de dizer “não” à concepção materialista e consumista da vida.

Quando a fé é vivida de forma comunitária e não privatizada. Afinal, Deus não trabalha numa história paralela, mas juntinho de nós, e a Páscoa veio para reunir novamente o povo de Deus que estava disperso e sem rumo.

Quando surgem jovens capazes de deixar tudo para anunciar esta força transformadora aos que ainda não a conhecem.

Visite as outras páginas

[P.I.M.E.] [MUNDO e MISSÃO] [MISSÃO JOVEM] [P.I.M.E. - Missio] [Noticias] [Seminários] [Animação] [Biblioteca] [Links]

Voltar