Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

Dinâmica

O que significa celebrar a Eucaristia como memorial de Cristo?

Memória, no sentido bíblico, é muito mais do que fazer uma simples lembrança. É uma palavra-chave da Eucaristia, que só pode ser entendida dentro de uma referência histórica de um povo relacionado com seu Deus.

MEMORIAL = PROFISSÃO DE FÉ

Jesus assume o memorial de seu povo. Ele foi alguém inserido no meio de uma cultura. Identificou-se com sua história. Sua opção de vida em favor dos pobres o levou a ter uma vida de despojamento e doação. Tinha consciência de suas opções em favor do povo, o que o levou até a morte.

Para celebrar a sua despedida, convocou Pedro e João para prepararem uma ceia (Mt 22, 8). Junto com sua família, participou desde a infância da cerimônia da grande festa pascal.

Israel celebrava a páscoa como memorial dos “grandes feitos” de Javé em favor de seu povo. Ao longo da Antiga Aliança, percebemos que o povo de Israel re-cria, renova e atualiza a intervenção de Deus presente no meio do povo. “Nesse dia, você explicará ao seu filho: Tudo isso é pelo que Javé fez por mim, quando eu saía do Egito” (Ex 13, 8).

O memorial está na vida de cada israelita, como profissão de fé ao Deus único. É celebrado como agradecimento e súplica confiante. Ele faz referência ao passado, é atualizado no presente e abre-se ao futuro: “Esse dia será para vocês um memorial, pois nele celebrarão uma festa de Javé. Vocês o celebrarão como um rito permanente, de geração em geração” (Ex 12, 14).

O rito da ceia judaica passa pela purificação, pela partilha do pão e do vinho e pela oração da bênção e a ação de graças. Relembrando as maravilhas de Deus na história, Ele é invocado como o Deus da aliança.

NO RITUAL DO PASSADO,
O MEMORIAL DO PRESENTE

É no contexto do memorial e do compromisso com o Deus da Aliança que Jesus celebra a última ceia.

Os evangelhos sinóticos e também Paulo querem testemunhar o que aconteceu na última ceia, dando ênfase à celebração e ao memorial.Trazem presente uma refeição de partilha. Todos comem o mesmo pão e bebem do mesmo vinho. Jesus identifica o pão e o vinho com o seu corpo e o seu sangue, expressando a realidade da cruz, pela qual deverá passar em função de sua fidelidade ao Pai.

Jesus dá-se a si mesmo de forma visível e concreta. Tinha consciência do alcance de suas palavras: “Tomai e comei: isto é meu corpo” (Mc 14, 22; Mt 26, 20); “Tomai e bebei: este é o cálice da nova aliança...” (Lc 22, 20).

O Pão que ele estava repartindo com os seus não era um pão comum, mas o Pão da Vida. Comer deste pão é assumir o ideal do mestre: amar os outros até a partilha e doação suprema.

A memória eucarística é o grande momento comunitário para recordar tudo o que Jesus disse e fez. Portanto, não é um ato isolado na vida de Jesus, mas como memória de uma vida totalmente doada a serviço dos outros.

É também celebração da memória dos mártires que, no seguimento fiel a Jesus, doaram sua vida pela causa do Reino.

Portanto, não é uma simples repetição de palavras. As palavras se tornam cheias do Espírito do Senhor e, por isso, eficazes porque se transformam em força, alimento, resistência e perseverança na construção do Reinado de Deus.

MEMÓRIA E COMPROMISSO

Sempre que celebramos a Eucaristia fazemos memória, isto é, tornamos presente o que Jesus fez para nos salvar. Revivemos sua paixão, morte, ressurreição e glorificação. Quando Jesus realiza a ceia, pede para que seja feita em sua memória, isto é, aquilo que ele fez deve ser celebrado perpetuamente.

Realizá-la não será apenas uma repetição, uma saudade, mas será sempre re-viver, re-aplicar o grande mistério de um Deus que assumiu a nossa humanidade.

A partilha eucarística de Jesus fará parte de nossa vida se vivermos, a exemplo dele, o compromisso de solidariedade e amor radical aos irmãos.

1) DINÂMICA:

A) Antes de começar a refletir com algum grupo sobre Eucaristia como memória, podemos pedir para que os participantes tragam algum símbolo, foto ou algo que possa traduzir a memória de pessoas, fatos ou acontecimentos que marcaram a vida.

Ex.: Colocar sobre uma mesa tudo o que for trazido. Completar com outros trazidos pelo catequista:

• jarra com água;
• camiseta de um time;
• cruz com um pano branco;
• pão e uma panela vazia;
• um cocar indígena;
• um cacto.

B) Cada participante poderá expressar:

• Que fatos lembramos a partir dos símbolos, das fotos que temos?
• O que eles dizem para a nossa vida?
• Em que modificou nossa vida? Por quê?
• Que memória da vida de Jesus nos trazem?

2) DINÂMICA:

A) Fazer um levantamento com o grupo de frases marcantes ditas por pessoas de destaque: pais, avós, amigos, professores, padres, catequistas, cientistas, filósofos, papas, santos...

B) Trabalhar com o grupo a frase:

“Fazei isto em memória de mim”

a) Por que esta frase de Jesus é marcante?
b) O que ela fala da vida de Jesus?
c) Em que ela nos compromete?

(Podem ser respondidas em forma de desenho em quadros ou com figuras em seqüência, destacando algumas palavras).

Ir. Marlene Bertoldi

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