Jornal - "MISSÃO JOVEM"

Catequese "MISSÃO JOVEM"

Dinâmica

A Campanha da Fraternidade – ano 2000

A CF (Campanha da Fraternidade) deste ano tem um caráter ecumênico, já que sete igrejas pertencentes ao CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs) se uniram para realizá-la a ampanha.

O TEMA: Dignidade e Paz diz respeito a cada um de nós, a cada pessoa que vive neste planeta, já que todos queremos ser tratados como gente. Precisamos portanto lutar por mais justiça e igualdade.

O LEMA: “Novo milênio sem exclusões” um grande sonho! É uma grande utopia, mas não impossível.

O que significa não ter exclusões?

Para o nosso povo significa: saúde, emprego, casa, educação, ser tratado como gente nas repartições públicas, nos hospitais, no comércio, na rua, na igreja, ter terra para plantar e viver e ainda poder ter tempo para o lazer.

O diálogo é a primeira atitude que todos nós somos chamados a assumir. Dialogar é ir ao encontro do outro. Recusar a palavra à alguém significa excluí-lo, afastá-lo, é não valorizar por aquilo que o outro é e é capaz de fazer.

Neste ano, durante a quaresma, vamos nos tornar mais irmãos dos que tem a dignidade ferida nos porões da vida e a dignidade ferida à luz do sol, e descobrir as causas que provocam tamanha exclusão. Sentiremos certamente a responsabilidade de lutarmos decididamente pela paz, construindo relacionamentos onde o amor possa prevalecer.

 

DINÂMICAS

Dinâmicas para motivar a dimensão ecumênica e também a Campanha da Fraternidade.

1. Para perceber a riqueza das diferenças

a) Dar a cada participante pequenos pedaços de papel de cores diferentes.
Em Grupo, formarão uma montagem criativa (colagem) relacionada com: Dignidade Humana e Paz.

· Como e por que conseguimos realizar uma bela montagem?
· Se tivéssemos excluído algum pedaço, teríamos feito uma bela montagem? Sim? Não? Por quê?
· Como acontece no dia-a-dia a inclusão e a exclusão? Por quê?
· Quem, em nossa comunidade, não faz parte da montagem? Por que são excluídos?

2. Colocar no centro duas pessoas.

a) Todos observarão as diferenças existentes, a partir do ângulo onde estamos.
Perceber que existem muitas diferenças a partir de nossa observação e outras tantas vistas pelos outros.

b) Questionar, em seguida, as duas pessoas, sobre família, trabalho, vivência religiosa, saúde, moradia, sonhos, sentimentos... Aqui teremos outras tantas diferenças.

c) De dois a dois fazer a mesma experiência, percebendo quais as diferenças que nos enriquecem, nos ajudam,...

d) Discutir:

· Diferenças gritantes em nossa sociedade.
· Diferenças que criam desigualdades.
· Diferenças que precisamos superar.
· Diferenças que nos aproximam e ajudam a criar vida.

e) Complementar com a reflexão:
Os dedos de nossas mãos são diferentes um do outro; mas cada um tem sua importância e função. Trabalhando juntos eles conseguem fazer tantas coisas bonitas. (citar)

Assim, da mesma forma, convivemos com tantas pessoas que professam, vivem sua fé, isto é, acreditam em Deus de maneira diferente do que nós.

Precisamos buscar juntos ações, atitudes que nos unem: a defesa da vida, a amizade, prestação de serviços, socorro em momentos de emergência, estudo da bíblia, a celebração da semana da unidade.

3. Trabalhando o cartaz da CF 2000.

a) Analisar os elementos pertencentes ao cartaz e o seu significado.

b) Fazer em grupo uma montagem de um mundo com recortes de pessoas tirados de jornal.

c) Cada grupo irá analisar cada figura, questionar:

· Todas as pessoas tem as mesmas possibilidades de comida, moradia, trabalho, educação, saúde...?
· Por que há pessoas excluídas?
· Levantar as exclusões presentes na comunidade.

d) Escrever possíveis pistas a serem postas em ação e transcrevê-las no painel do mundo.

4. Distribuir recortes com notícias, onde se percebe a falta de dignidade humana.

a) Após ler, analisar as causas das notícias, perceber se estas também acontecem em nossa comunidade.
b) Escrever e ilustrar 10 mandamentos em favor da defesa da vida e da valorização da Pessoa Humana.
c) Colocar os 10 mandamentos em cartazes e fixá-los em diversos lugares da comunidade ou ainda fazer cópias e panfletar nas entradas das escolas, fábricas, comércio...

5. Dramatizar, cantar em versos, desenhar, fazer colagens com figuras, situações apresentadas pelo livro texto da CF 2000:

a) A dignidade ferida nos porões da vida.

· O que é um porão. Qual o seu significado?
· O que é estar ou viver num porão?
· Quem está nesta situação? Por quê? Como?
· Que respostas podemos dar diante destas situações?

b) A dignidade ferida à luz do Sol.

· O que enxergamos à luz do sol?
· Do ser humano, que passa na rua, que está no ponto do ônibus,... o que enxergamos?

c) Nos bastidores.

· Quem está por trás das portas, do cenário, tramando as injustiças?
· Será eu, você, nós todos, o sistema político e econômico?

d) Como podemos ser de paz, viver a paz e lutar por paz para todos?

· O que nos chama atenção quando vemos um índio, um negro, uma mulher?
· Todos, neste país, tem os mesmos direitos?
· O que podemos fazer?

6. Jesus chama para o centro os excluídos.

É olhando para a prática de Jesus que podemos viver melhor a CF 2000.
Usando as mesmas atitudes dele e dando aos mais sofredores e marginalizados o lugar certo: o centro.

a) Cada grupo lerá um texto

· Mc 3, 1-6
· Mc 2, 13-17
· Mc 10, 13-16
· Mt 18, 1-5
· Jo 8, 1-10
· Lc 7, 36-50

b) Após refletir:

· Quem são os personagens do texto?
· A quem Jesus valoriza, isto é, chama para o centro? Por que chama para o centro?
· Que atitudes Jesus assume diante do fraco, do excluído?
· Que atitudes de Jesus somos convidados a assumir?

c) Os textos podem ser dramatizados, fazer alguma mímica, gestos, ou interpretá-los com símbolos.

Sugestões para viabilizar melhor a Campanha.

1. Fazer um concurso catequético ou escolar com frases ou desenhos sobre a paz.

2. Criar teatros em torno dos temas:

a) Coisas que acontecem nos porões da vida (trabalhadores escravizados, exploração infantil no trabalho e na prostituição, moradores de rua).
b) Coisas que ferem a dignidade humana vistas à luz do sol:

· Mulheres: exploração, violência e exclusão.

3. Fazer entrevistas com moradores de rua, catadores de papel, menores abandonados, pedintes, mendigos, percebendo sua situação social, e promover junto à comunidade maior consciência desta realidade e ações práticas para criar mais vida para todos.

4. Apresentar Símbolos de escravidão/ de libertação/ de guerra/ de paz/ do desperdício/ luxo/ doação/ solidariedade.

5. Formar painéis com figuras e palavras

Somos a Favor - Justiça, casa para todos ...

Somos contra - A fome, a violência, as desigualdades, o salário injusto ...

Somo capazes - De cuidar da natureza, de acolher as diferenças (cor, sexo, idade), dialogar ...

6. Criar gestos concretos de paz

· Habituar-se a dar um abraço, um aperto de mão: aos familiares, colegas de escola, trabalho, catequese, jogo...
· Conversar, dialogar com alguém que está triste, solidário.
· Ser delicado, oferecer o lugar para sentar a alguém necessitado.
· Oferecer ajuda a alguma família necessitada e convidá-la para participar da convivência comunitária.
· Interessar-se e conhecer o outro, diferente (índios, negros, mestiços).
· Acolher novos vizinhos oferecendo-lhes ajuda.

Ir. Marlene Bertoldi

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